Literatura e Língua Portuguesa
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Quem disse que ler não é divertido?

Quem disse que ler não é divertido?
Por que a ideia de se criar um grupo para ler e discutir um livro tomando uma bebida e beliscando uns petiscos é uma ideia tão ameaçadora?

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Oito ações para construir uma escola leitora

Garantir acesso a bons livros e criar um ambiente em que a leitura é rotina são maneiras eficazes de formar leitores de literatura. Veja como tornar isso realidade


"Dentre os instrumentos inventados pelo homem, o mais impressionante é, sem dúvida, o livro. Os demais são extensões de seu corpo. O microscópio e o telescópio são extensões da visão; o telefone, uma extensão da voz e, finalmente, temos o arado e a espada, ambos extensões do braço. O livro, porém, é outra coisa. O livro é uma extensão da memória e da imaginação." Foi assim, no ensaio O Livro, publicado em Cinco Visões Pessoais, que o escritor argentino Jorge Luis Borges (1898-1986) resumiu a importância da literatura. Por meio dela, é possível conhecer personagens e culturas que fazem revelações sobre a natureza humana (e, portanto, sobre nós mesmos). Quem nunca se identificou com o protagonista de um romance e, tomando contato com as emoções vividas por ele, descobriu os próprios sentimentos? Quem, pelas frases de um conto, não viajou para outros lugares - reais ou fictícios - e criou em sua cabeça um mundo novo, único?

Mas não basta folhear as páginas de romances, contos, crônicas, fábulas, novelas e poesias para chorar, rir, recordar. É preciso aprender a ser um leitor literário. Infelizmente, na escola, esse é um conteúdo que vem sendo deixado de lado. Os textos são usados quase exclusivamente como um instrumento de estudo (sobre as figuras de linguagem, a pontuação e outros usos da língua ou a história da literatura, por exemplo). Esses, é claro, continuam sendo conteúdos curriculares importantes, que ajudam a desfrutar dos prazeres da leitura. Só que, sem o trabalho de ensinar a ler textos literários, eles são insuficientes. E como se faz isso? Lendo livros de literatura e mostrando às crianças e aos jovens como agem os adultos que já têm esse hábito. Alguns pontos de partida desse percurso são:

- Garantir o acesso ao acervo de livros,

- Permitir que os alunos possam escolher os gêneros e os autores que desejam ler,

- Mostrar a importância de trocar indicações de leituras e opiniões com amigos e colegas,

- Destacar que é possível ler em qualquer lugar, desde que a pessoa se sinta confortável.

Leia mais em:http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/diretor/oito-acoes-construir-escola-leitora-leitura-literatura-582252.shtml

domingo, 25 de julho de 2010

Boa Dica:

Evento será nesta terça-feira (27), às 19h, na Arte Plural Galeria, e vai contar com a participação do escritor Paulo Santos, autor de “A noiva da revolução”
Da Redação do pe360graus.com

Autor do consagrado romance “A noiva da revolução”, o escritor e jornalista Paulo Santos é o convidado da 10ª edição do Sarau Plural, nesta terça-feira (21), às 19h, na Arte Plural Galeria. Também participam do encontro os escritores Marco Polo e Homero Fonseca, que juntos irão abordar a relação existente entre a história, principalmente a pernambucana, e a literatura, cascavilhando memórias com leitura de textos e acompanhamento musical pelo músico Flávio Brayner.

A partir do tema “Que história é essa?”, o grupo fará a leitura dos seguintes textos: A radical revolução de 1817 em Pernambuco, O plano dos pernambucanos para resgatar Napoleão Bonaparte, As mulheres exploradas dos sobrados, A profissão cangaceiro, Calabar visto pelos holandeses, O impacto de 1808, As freiras gradeiras e As polacas.

Também na programação da noite, uma trilha sonora de muito bom gosto, com canções de Ernesto Nazaré, Pixinguinha, Noel Rosa, Villa-Lobos, Tom Jobim, Roberto Carlos, Milton Nascimento e o indefectível Chico Buarque.

O Sarau Plural é resultado de uma parceria entre a Arte Plural Galeria e Homero Fonseca. Aberto ao público, o encontro acontece todas as últimas terças-feiras do mês, com declamações de poemas e prosas, acompanhadas de fundos musicais e interpretações teatrais. Sempre com a participação de um convidado e um tema específico, o projeto visa integrar literatura, música e teatro de maneira descontraída. Quem assina a trilha musical do evento é Flávio Brayne, enquanto que as encenações ficam a cargo de Sérgio Gusmão.

SERVIÇO:
Sarau Plural - “Que história é essa?”;
Quando: 27 de julho, a partir das 19h
Onde: Arte Plural Galeria -rua da Moeda, 140, Bairro do Recife
Quanto: entrada gratuita - recomenda-se chegar no horário, pois os lugares são limitados
Informações: (81) 3424.4431

domingo, 11 de julho de 2010

Literatura de cordel

Afinal, a chamada literatura de cordel, no Brasil, não morreu; está completando cerca de cem anos bem vividos. Esse gênero de poesia popular impressa, que ocorre especialmente no nordeste, passou a ser valorizado por brasileiros depois de um artigo de Orígenes Lessa na revista Anhembi, publicado em dezembro de 1955, e talvez principalmente depois de outro artigo, do estudioso francês Raymond Cantel, publicado no Le Monde de 21 de junho de 1969. A partir de inícios da década de 70, o assunto virou coqueluche para estudiosos brasileiros, formando-se considerável bibliografia em que se incluem teses e mais teses. Também muitos artigos foram publicados, inclusive de interessados de última hora que se precipitaram em afirmar, de pés juntos, o fim do cordel. Vinte anos depois, podemos observar que — a despeito de estar implícito no dinamismo sócio-cultural o possível desaparecimento de traços folclóricos — o cordel continua vivinho da silva. Até virou souvenir para paulistas, cariocas, mineiros, gaúchos em passeio por feiras nordestinas ou em centros de turismo como o Pátio de São Pedro (Recife), a Emcetur (Fortaleza), o Mercado Modelo (Salvador) e outros locais. O estudioso Joseph M. Luyten calcula em 100 mil títulos editados, o que é apenas uma estimativa. Quanto ao total de exemplares, quem pode saber ao certo?

Além da previsão apressada da morte dos livretos populares, o interesse repentino e a falta de embasamento e pesquisa levou à mudança de nome do fato. Vejamos: no contexto popular onde os livretos são criados, vendidos e lidos, o nome anterior e ainda vigente é “folheto” ou “folheto de trovador” (com 8 páginas, cerca de 11x16cm), pois seus autores sempre se auto-denominaram trovadores. Ou então “romance”, “história” quando a narrativa é mais longa e exige 16, 32 ou mais páginas. A denominação cordel tem origem erudita, influência de Portugal, e acabou chegando ao vocabulário dos autores populares. Criou-se também este ou aquele neologismo, como “cordelista” e “cordelismo”, que estão longe do padrão terminológico popular.
Veja mais em:http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://singrandohorizontes.files.wordpress.com/2008/11/literatura-de-cordel-foto.jpg&imgrefurl=http://singrandohorizontes.wordpress.com/2008/11/23/americo-pellegrini-filho-literatura-de-cordel-continua-viva-no-brasil/&usg=__afVpi5HdivBlJ3JmgGKriCJi-R8=&h=300&w=400&sz=21&hl=pt-BR&start=9&itbs=1&tbnid=uEjwnnjEIgQTFM:&tbnh=93&tbnw=124&prev=/images%3Fq%3Dliteratura%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DG%26gbv%3D2%26tbs%3Disch:1